segunda-feira, novembro 29, 2010

O Vendedor de balões

O Vendedor de balões


Era uma vez um velho homem que vendia balões numa quermesse.



Evidentemente, o homem era um bom vendedor, pois deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares, atraindo, desse modo, uma multidão de jovens compradores de balões.



Havia ali perto um menino negro.



Estava observando o vendedor e, é claro apreciando os balões.



Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco.



Todos foram subindo até sumirem de vista.



O menino, de olhar atento, seguia a cada um.



Ficava imaginando mil coisas...



Uma coisa o aborrecia, o homem não soltava o balão preto.



Então aproximou-se do vendedor e lhe perguntou:



- Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros?



O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse:



- Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir.



Anthony de Mello.

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